dos dias atónitos já nada direi
umas pequenas canções
tiquetaques de um relógio parado
nasço devagar na noite que me espera
parto disperso furtivo desejo de dormir
na poeira que levantaste ao sair
fecho as mãos como mala vazia
esquecida no fundo escuro de uma arrecadação
e as palavras são cápsulas vazias
balas feridas do que não sentias
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