Não de descer conheço os passos
o vento breve como sombra
terei na memória o rosto da despedida
as lágrimas perfeitas das árvores
há uma voz que nos incendeia
numa janela aberta como espelho
terei os braços pequenos
no abandono dos poços
o que nos pede a noite no seu sussurro
na insónia infantil da mãe
há um espelho onde o sonho não cabe
onde a realidade envelhece
pálpebra ensonada do nada
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